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Banner do evento XXIII CONAELL - COLÓQUIO NACIONAL DE ESTUDOS LINGUÍSTICOS E LITERÁRIOS: TERRITORIALIDADES, TRAVESSIAS E TRANSCULTURAÇÃO: O PALIMPSESTO LINGUÍSTICO E LITERÁRIO

XXIII CONAELL - COLÓQUIO NACIONAL DE ESTUDOS LINGUÍSTICOS E LITERÁRIOS: TERRITORIALIDADES, TRAVESSIAS E TRANSCULTURAÇÃO: O PALIMPSESTO LINGUÍSTICO E LITERÁRIO

Início: 01/09/2026, 07:30

Fim: 03/09/2026, 23:00

online - Sinop - Mato Grosso - Brasil

Tipo: Evento

Carga horária: 36h

Sobre o evento

A Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), Campus de Sinop, tem o prazer de anunciar o XXIII Colóquio Nacional de Estudos Linguísticos e Literários – CONAELL. Trata-se de um evento apoiado pelo Programa de Apoio a Eventos no País (PAEP), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), organizado pela Faculdade de Ciências Humanas e Linguagem (FACHLIN), pelo Programa de Pós-graduação em Letras (PPGLetras), pelo Curso de Letras e pelo Programa de Pós-graduação Profissional em Letras (PROFLETRAS), em parceria com o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT-CNPq) “Educação Transformadora: antirracismo, interseccionalidade e Justiça Social na América Latina”, o Grupo de Estudos Comparativos de Literatura: tendências identitárias, diálogos regionais e vias discursivas (GECOLIT), o Grupo de Pesquisa Narrativa em Ensino-aprendizagem de Línguas (GPNEL) e o Grupo de Estudos e Pesquisas em Linguística Aplicada e Sociolinguística(GEPLIAS).

A partir do sentido figurado do termo "Palimpsesto" que, por associação de ideias, é utilizado para explicar que, muitas vezes, um discurso entra em diálogo com outros discursos, dizeres ou vozes, de outros tempos e lugares, cumprindo novos propósitos comunicativos, essa fluidez e imbricamento são importantes para a compreensão dos fenômenos linguísticos e literários da (pós-)colonialidade. Assim, o XXIII Colóquio Nacional de Estudos Linguísticos e Literários - CONAELL, a ser realizado entre os dias 01 e 03 de setembro de 2026, elege como tema “Territorialidades, travessias e transculturação: o palimpsesto linguístico e literário”. Ancora-se na percepção dos movimentos da língua e da literatura e os produtos gerados pelos seus contatos, considerando conceitos de territorialidade, travessia e transculturação que perpassam suas camadas subjacentes. Dessa forma, o XXIII CONAEL propõe problematizar e refletir acerca das marcas, cicatrizes e rasuras nas línguas dos povos originários, ribeirinhos, migrantes e emigrantes; e proporcionar uma formação consistente aos profissionais que atuam, ou atuarão, no ensino de línguas e literaturas, para promover uma Educação embasada nas relações étnico-raciais, conforme estabelece a Lei 10.639/2003 ampliada em 2008 pela Lei 11.645, que trata da obrigatoriedade da inclusão no currículo oficial da Rede de Ensino a abordagem da História e Cultura Afro-Brasileira, Africana e Indígena. Essencialmente, o evento tem como objetivos facilitar intercâmbios acadêmico-científicos e diálogos interinstitucionais, fomentar a participação discente nas discussões propostas e auxiliar na disseminação do conhecimento. Dessa forma, o subsídio para o custeamento de passagens, diárias, intérpretes de LIBRAS, material de apoio e divulgação impacta diretamente na formação de estudiosos, pesquisadores e profissionais que estão ou serão inseridos na Rede de Ensino na área dos estudos linguísticos e literários.

O evento ocorrerá em formato semipresencial entre os dias 01 e 03 setembro de 2026, na UNEMAT, Campus de Sinop, com mesas de conferências, palestras e minicursos na modalidade presencial, e minicursos e comunicações vinculadas a Grupos Temáticos na modalidade remota.

Documentos

Template para Apresentação de Comunicação Oral

Programação e atividades

Visualizar por data

17 atividades em 1 de setembro de 2026.

MinicursoA obra de Maria Judite de Carvalho na perspectiva da crítica literária feminista07:30 às 11:30RDBBMinistrantes/ConvidadosRosana de Barros Varela, Bruno Borguetti Lara
Data

1 de setembro de 2026

Horário

07:30 às 11:30

Local

Link da videochamada: meet.google.com/vcd-zrbu-yeu

Propõe-se, neste minicurso, discutir a solidão na obra de Maria Judite de Carvalho, uma das mais importantes escritoras portuguesas do século XX, sob a perspectiva da crítica literária feminista. Nesse sentido, serão analisadas narrativas dos gêneros crônica e conto que integram o conjunto da produção da autora, na qual a representação da mulher é comumente permeada por uma atmosfera de nostalgia e isolamento. A princípio, será apresentada a biografia da autora, situando-a no contexto da literatura portuguesa; posteriormente, abordar-se-ão os conceitos teóricos a ampararem o debate a respeito dos textos literários escolhidos para esta imersão no trabalho da escritora; por fim, a leitura e o diálogo acerca dos contos e das crônicas selecionados. As narrativas objeto de estudo fazem parte dos volumes completos publicados pela Editora Minotauro, a saber: “Tanta gente, Mariana” e “As palavras poupadas” (2018, v. 1); “Paisagem sem barcos”, “Os armários vazios” e “O seu amor por Etel” (2018, v. 2); “Flores ao telefone”, “Os idólatras” e “Tempo de mercês” (2018, v. 3); “A janela fingida”, “O homem no arame” e “Além do quadro” (2019, v. 4); “Este tempo”, “Seta despedida”, “A flor que havia na água parada” e “Havemos de rir!” (2024, v. 5); e “Diários de Emília Bravo” (2024, v. 6). Por sua vez, o percurso de análise se embasará em autores/as como Funck (2016), hooks (2022), Lerner (2019), Zolin (2010), dentre outros/as. Este minicurso faz parte de uma proposta de inserção social pelo PPGLetras da UNEMAT/Sinop e conta com o apoio financeiro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq — processo 141895/2025-0) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (processo FAPEMAT-PRO 0002036/2025).

Ministrantes/Convidados

RD

Rosana de Barros Varela

BB

Bruno Borguetti Lara

MinicursoArranjos: Escrita Criativa pela Poética do Quebra-Cabeça07:30 às 11:30ISMinistrante/ConvidadoIouchabel S. de F. Falcão
Data

1 de setembro de 2026

Horário

07:30 às 11:30

Local

Sala P-2 - Unidade Imperial

Ao refletir sobre formas de criar narrativas do futuro, a escritora polonesa Olga Tokarczuk (2023, p. 28) indaga: “Por certo, vamos carecer de palavras, termos, expressões, frases, ou, quem sabe, também de estilos e gêneros inteiros para descrever aquilo que está por vir.” Colocar a carência no centro da dúvida é antes uma pulsão do que um obstáculo: buscar o que preenche de sentido o que é futuro. O imaginar pinta telas que se mostram completas no lado de dentro da cabeça da pessoa criadora; contudo, no gesto de corporizar a poesia, o que de um lado está completo parece se desmontar em muitos pedaços assim que toca a realidade. A poética do quebra-cabeça irrompe do trabalho, da poiesis do arranjo. E se fosse possível criar um texto criativo por vir a partir de procedimentos de montagem: abrir a caixa, separar as peças das bordas e em grupos de formas iguais, agrupar por cores e setores, encaixar e desencaixar, cansar e descansar, mudar posições, pular fases, desenvolver outras estratégias, desistir e persistir? A proposta desta oficina é pensar a criação do texto literário a partir dos arranjos de palavras que inventam sentidos e que nomeiam afetos que se multiplicam nos arranjos. No encontro, será possível escrever, in loco, por meio de técnicas espontâneas que priorizam o repertório criativo de quem deseja criar sentidos e afetos pela escrita. Será um espaço para instigar a potência criativa pela palavra e experienciar os arranjos em poemas e/ou narrativas autorais com liberdade e autenticidade.

Ministrante/Convidado

IS

Iouchabel S. de F. Falcão

MinicursoCorpos em questão: um estudo do corpo negro pela autoria de Beatriz Nascimento e Sónia Sultuane07:30 às 11:30Foto de Mariana Soares dos SantosMinistrante/ConvidadoMariana Soares dos Santos
Data

1 de setembro de 2026

Horário

07:30 às 11:30

Local

Link da videochamada: meet.google.com/iir-qmcz-hrh

No plano das representações, o corpo é campo de simbolização e de materialização das complexidades culturais, raciais, sociais e políticas. Dentro dos espaços de significação literária, o corpo é um universo que articula memória coletiva e histórica na constituição da imagem de um sujeito que busca pelo entendimento das estruturas coletivas e históricas para compreender as próprias questões existenciais e identitárias. Esse é o pressuposto que toca a constituição do corpo negro dentro do fazer poético da escrita e que é possível apreciar nos textos poéticos da poetisa moçambicana Sónia Sultuane e da escritora brasileira Beatriz Nascimento. Mediante isso, este minicurso tem como objetivo compreender os movimentos de deslocamento, de diáspora, de memória e de discurso político do corpo negro na poesia de autoria feminina negra de Língua Portuguesa, a partir dos poemas de Sónia Sultuane e Beatriz Nascimento. Para isto, são adotados como referenciais teóricos os estudos de Lélia Gonzalez (1988), Bell Hooks (2017), Beatriz Nascimento (2015, 2018), Aníbal Quijano (2005), Sueli Carneiro (2005), Benedict Anderson (2008) e Homi K. Bhabha (2013). Deseja-se, a partir deste minicurso, expandir as discussões sobre o lugar do corpo negro revelado no fazer poético tanto de Beatriz Nascimento quanto de Sónia Sultuane, a partir dos trânsitos que esse corpo faz por espaços geográficos, históricos, discursivos e culturais, que suscitam questões identitárias e memorialísticas postas em reflexão pelas vozes poéticas nas produções de ambas autoras. Dessa forma, pretende-se, a partir da leitura, da análise e da discussão dos poemas de Sultuane e Nascimento, refletir sobre a complexidade desses corpos negros e femininos dentro das dinâmicas dos sistemas patriarcal e racista, do qual as vozes poéticas produzidas pelas autoras também são fruto.

Ministrante/Convidado

Foto de Mariana Soares dos Santos

Mariana Soares dos Santos

UFNT

MinicursoCulturas populares e práticas sociais: organização do pensamento e da vida em jogos de linguagem07:30 às 11:30Foto de Benjamin Rodrigues Ferreira FilhoFoto de Shirlene Rohr de SouzMinistrantes/ConvidadosBenjamin Rodrigues Ferreira Filho, Shirlene Rohr de Souz
Data

1 de setembro de 2026

Horário

07:30 às 11:30

Local

Sala P-1 - Unidade Imperial

O minicurso “Culturas populares e práticas sociais: organização do pensamento e da vida em jogos de linguagem” coloca em evidência manifestações verbais que, via de regra, por serem associadas às tradições orais, são pouco valorizadas no âmbito da cultura oficial. Esta atividade parte do princípio de que as culturas populares constituem um repertório de grande importância na configuração da identidade de um povo, contribuindo tanto para a organização da vida pessoal (de ordem psíquica), quanto para a compreensão das relações sociais e do trato da vida em grupo. Com tais pressupostos, este minicurso, com o objetivo de ajudar a construir um ambiente de valorização das tradições orais, organiza-se em duas etapas metodológicas: na primeira, propõe-se o exame de algumas formas e fórmulas das culturas populares, a partir de aportes críticos e teóricos da literatura; em uma segunda etapa, propõe-se a vivência de experiências linguísticas, a partir de uma seleção de manifestações verbais, entre formas (parlendas, adivinhas, trava-línguas, etc.) e fórmulas (superstições, simpatias, rezas, etc). Algumas obras estão na base crítica e teórica do minicurso: Formas simples (1976), de André Jolles; A morfologia do conto maravilhoso (1984) e Raízes do conto maravilhoso (2002), de Vladimir Propp, A cultura popular na Idade Média e no Renascimento (1993) e Marxismo e filosofia da linguagem (1996), de Mikhail Bakhtin; A dialética do esclarecimento (1985), de Adorno e Horkheimer; e A condição humana (2004), de Hannah Arendt, Teoria cultural e cultura popular (2015), de John Storey, Introdução às culturas populares no Brasil (2013) de Otávio Zucon e Geslline Giovana Braga, Tradição oral e tradição escrita (2011), de Louis-Jean Calvet; Contos populares do Brasil (2009), de Silvio Romero, Literatura oral no Brasil e Superstição no Brasil (2025), de Luís da Câmara Cascudo, Parlendas, riqueza folclórica (1987), de Jacqueline Heylen; Festas populares no Brasil (2024), de Lélia Gonzales, dentre outros

Ministrantes/Convidados

Foto de Benjamin Rodrigues Ferreira Filho

Benjamin Rodrigues Ferreira Filho

Professor Doutor, Adjunto, no Departamento de Letras na Universidade Federal de Rondonópolis

Foto de Shirlene Rohr de Souz

Shirlene Rohr de Souz

MinicursoDiversidade Cultural frente à Inteligência Artificial Generativa: Contribuições de Vigotski à Formação Docente07:30 às 11:30RFMinistrante/ConvidadoRosa Frasão
Data

1 de setembro de 2026

Horário

07:30 às 11:30

Local

Link da videochamada: meet.google.com/jhc-uzzz-ope

Este minicurso tem o objetivo de fazer uma análise de como o processo de ensino-aprendizagem se apresenta diante das relações que se estabelecem entre o uso da inteligência artificial generativa e a estrutura social mais ampla, a diversidade, a fim de compreender nessa articulação como os fundamentos nos estudos de Vigotski perpassam as dimensões econômicas, políticas e culturais da sociedade. Sabendo-se que o trabalho da Educação permite que o indivíduo tome consciência e desenvolva conceitos nesse processo de escolarização através da análise da totalidade das relações, a integração do indivíduo ao meio social, mediado pelo signo, tem a escola como lugar privilegiado para a transmissão do conhecimento e o professor como mediador nesse processo de humanização do homem. Assim, tem-se a proposta, a partir do Materialismo Histórico-Dialético, que tem Vigotski como precursor, de discutir oportunidades e desafios do ensino-aprendizagem frente à Inteligência Artificial Generativa; retratar sentidos da escola na cultura digital; refletir sobre novos multiletramentos no currículo escolar; e fazer um entrelaçamento dos pressupostos teóricos da obra vigotskiana com o uso da Inteligência Artificial Generativa dentro e fora dos muros da escola. Além disso, o envolvimento dos participantes nesta discussão permitirá fazer uma relação dialógica promovendo releituras em busca de soluções e parcerias conjuntas, além de valorizar o papel social do professor, tanto quanto sua formação e atuação para a construção do conhecimento e da educação libertadora. Tal como afirma Paulo Freire em Pedagogia da Autonomia, “A reflexão crítica sobre a prática se torna uma exigência da relação Teoria/Prática sem a qual a teoria pode ir virando blábláblá e a prática, ativismo.”

Ministrante/Convidado

RF

Rosa Frasão

MinicursoEscrita de Língua de Sinais – VisoGrafia: a importância do registro gráfico da Libras07:30 às 11:30RCFoto de Áurea de Santana BuenoMinistrantes/ConvidadosRosa Carolina Silva de Gouveia, Áurea de Santana Bueno
Data

1 de setembro de 2026

Horário

07:30 às 11:30

Local

Link da videochamada: meet.google.com/yer-iujb-pib

A invenção da escrita constitui um marco na história, a humanidade poderia ser dividida em antes e depois desse evento, segundo Higounet. Entretanto, nem toda sociedade dispõe de um sistema gráfico, permanecendo na condição de língua ágrafa. Todavia, nosso cenário linguístico possui outra realidade, pois pertencemos à cultura grafocêntrica que dispõe de uma escrita e a utiliza para diversos fins, diariamente. No entanto, os falantes da Língua de Sinais (LS) têm sido tolhidos em seu direito linguístico, uma vez que o aprendizado da sua língua natural – a Língua Brasileira de Sinais (Libras) – não lhe é acessível na escola e a modalidade da língua escrita é, praticamente, ignorada, fazendo muitos acreditarem que a LS é ágrafa. No Brasil, há uma incongruência quando se trata do ensino-aprendizagem da Libras, pois prevalece o equívoco de se ensinar a língua “falada” dissociada da escrita. Assim, nosso objetivo é contribuir para disseminação e construção de conhecimentos acerca da Escrita da Língua de Sinais (ELS). Para tanto, apresenta-se os diversos sistemas de ELS criados no Brasil e no mundo, focando na ELS VisoGrafia (VG), tendo em vista a concisão do seu visograma e o seu caráter imagético na representação gráfica, características que contribuem para a eficácia e rapidez no aprendizado da LS. A discussão teórica apoia-se nos pressupostos vigotskiano de aprendizagem, acerca da importância da língua escrita para o desenvolvimento integral do indivíduo; em Coulmas, quando afirma que para estudar uma língua é preciso estudar sua escrita, dentre outros autores que versam sobre a ELS. Nesse entendimento, espera-se que o conhecimento construído no desenvolvimento deste minicurso promova uma reflexão acerca da importância do aprendizado da ELS para o desenvolvimento linguístico e cognitivo dos visuais (surdos) usuários nativos da LS, bem como para o registro gráfico da LS em uma grafia condizente com a sua modalidade viso-espacial.

Ministrantes/Convidados

RC

Rosa Carolina Silva de Gouveia

Foto de Áurea de Santana Bueno

Áurea de Santana Bueno

MinicursoEscrita, resistência e identidade: a narrativa da mulher negra na literatura contemporânea e a formação crítica antirracista no espaço escolar07:30 às 11:30Foto de Junior César Ferreira de CastroFoto de Sarah Santos CaitanoMinistrantes/ConvidadosJunior César Ferreira de Castro, Sarah Santos Caitano
Data

1 de setembro de 2026

Horário

07:30 às 11:30

Local

Sala P-3 - Unidade Imperial

O presente estudo analisa a dinâmica da formação crítica antirracista no espaço escolar por meio do ensino de literatura, considerando a produção contemporânea de escritoras negras brasileiras na perspectiva da escrevivência, da resistência e da construção identitária. Diante das políticas pedagógicas voltadas à promoção de uma educação antirracista na educação básica do estado de Mato Grosso, a leitura literária apresenta-se como um importante agente de emancipação do saber e de fortalecimento da consciência crítica. A análise fundamenta-se nas reflexões de autoras como María Lugones (2010), Suely Carneiro (2005), Conceição Evaristo (2020), Vilma Piedade (2017) e Lélia Gonzalez (2020). Suas contribuições permitem compreender os efeitos da herança colonial que historicamente desumanizou a mulher negra, bem como os processos de epistemicídio que invisibilizaram sua produção intelectual e suas experiências. Nesse contexto, a literatura torna-se um espaço de resgate da memória, de valorização das experiências femininas negras e de fortalecimento da identidade das estudantes negras no ambiente escolar. Assim, o ensino de literatura pode contribuir para que estudantes reconheçam e afirmem suas identidades, valorizando suas histórias, culturas e formas de existência. Desse modo, a escola configura-se como um espaço de resistência simbólica e literária, no qual a voz feminina negra reivindica o direito de narrar, (re)construir sua história e reafirmar sua humanidade frente às marcas persistentes da colonialidade. A partir de uma abordagem qualitativa e interpretativa, o estudo busca evidenciar o potencial da literatura afro-brasileira como ferramenta pedagógica capaz de promover reflexões críticas sobre raça, identidade e pertencimento no contexto educacional contemporâneo fortalecendo e promovendo diálogos para a sala de aula.

Ministrantes/Convidados

Foto de Junior César Ferreira de Castro

Junior César Ferreira de Castro

Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)

Foto de Sarah Santos Caitano

Sarah Santos Caitano

MinicursoEvocar, fabular e conjurar ancestrais07:30 às 11:30Foto de Hildália Fernandes Cunha CordeiroFoto de Anne Caroline de Souza Quiangala JoãoMinistrantes/ConvidadosHildália Fernandes Cunha Cordeiro, Anne Caroline de Souza Quiangala João
Data

1 de setembro de 2026

Horário

07:30 às 11:30

Local

Link da videochamada: meet.google.com/qha-znuo-gpa

Tomando como máxima a ideia de que: as “nossas ancestrais sempre nos encontrarão pelo caminho” e concebendo a/o ancestral como fundação/fundamento (Morrison, 1983), toma-se as ações de evocar, fabular e conjurar as Ancestrais, portanto, como recursos, tecnologias e metodologias ancestrais de sobrevivência das mulheres Negras espalhadas e (re) unidas pelas águas diaspóricas, esse minicurso deseja: i) ouvir os sussurros, balbucios e segredos de nossas mais velhas; ii) compartilhar, com exclusividade, uma cartografia com obras de autoria de mulheres Negras (em diferentes gêneros) que contemplam ou orbitam em torno das ações mencionadas no título e cujo o enredo gravita em torno das/os Ancestrais; iii) exercitar a crítica feminista negra (Christian, 1985; 2002) como possibilidade de acessar e ler o corpus de trabalho, respaldando-se, para tanto, em um referencial teórico produzido predominantemente por mulheres Negras. É esperado que a presença de Ancestrais em suas diferentes formas (corporificada, incorporada, assombração e tantas outras) seja apresentada e discutida a partir de diferentes abordagens, seja da evocação, da fabulação ou da conjuração. Ao final, como resultado dos dois encontros realizados (um destinado a fabulação e outro a conjuração), intenta-se: iv) firmar uma comunidade de aprendizagem, uma “confraria” (Evaristo, 2018; 2022), um espaço seguro (Collins, 2019), encontros entre sistah (Kilomba, 2019) nos quais possamos trocar os achados e descobertas sobre diferentes obras da produção literária de mulher negra em permanente diáspora. Para que tais desejos se efetivem, a contento, elegemos a roda de conversas como modo operacional para que as trocas ocorram, de forma equânime, possibilitando que a palavra circule entre todas/os as/os participantes de maneira equilibrada. Os pressupostos que firmam essa proposta de trabalho, bem como os pilares que a sustenta, são: a) a concepção do racismo como episódios cotidianos (Kilomba, 2019); b) erguer a voz, entendendo a linguagem como um lugar de luta (hooks, 2019); c) a transformação do silêncio em linguagem e ação (Lorde, 2019); d) a poesia como destilação reveladora da experiência (Lorde, 2019); d) mover-se para além da dor (hooks, 2016); e) a sankofanarração especulativa (Brooks; McGee; Schoellman, 2017); f) rootworking traditions (trabalho com ervas) (Brooks, Martin e Simmons, 2021); g) a descolonização da imaginação (imarisha, 2016) para inventar novas memórias, dentre outras. O ponto de partida e de chegada será sempre o da busca pelos jardins de nossas antecessoras, para que assim possamos encontrar os nossos próprios jardins, a partir da orientação e da sabedoria daquelas que nos antecederam.

Ministrantes/Convidados

Foto de Hildália Fernandes Cunha Cordeiro

Hildália Fernandes Cunha Cordeiro

Educadora

Foto de Anne Caroline de Souza Quiangala João

Anne Caroline de Souza Quiangala João

Doutora e mestra em literatura - UNEB

MinicursoFios de Memória: Território e Disputa na Escrita de Djaimilia Pereira de Almeida e Luciene Carvalho07:30 às 11:30ESACMinistrantes/ConvidadosEdnaldo Saran, Aline Cardoso Mota de Assis
Data

1 de setembro de 2026

Horário

07:30 às 11:30

Local

Link da videochamada: meet.google.com/rhb-ijjt-mrw

Este minicurso propõe uma análise comparativa e sensível sobre o cabelo como território de disputa e arquivo de memória racial na literatura de autoria feminina negra. Tomando como eixo central a obra Esse Cabelo (2015), da luso-angolana Djaimilia Pereira de Almeida, o curso investiga como a textura do fio crespo narra as tensões entre Luanda e Lisboa, funcionando como uma cartografia biográfica e pós-colonial. Para expandir esse diálogo, o minicurso incorpora a poética de Luciene Carvalho, cujos versos na obra Na Pele (2020) tensionam a estética, o pertencimento e o “ser mulher negra” no contexto brasileiro. Enquanto Djaimilia utiliza a prosa ensaística para dissecar a herança colonial, Luciene Carvalho oferece a intensidade e a beleza da poesia para reivindicar o corpo como espaço de poder e identidade. Ao longo do minicurso, discutiremos como o ato de tratar, cortar ou assumir o cabelo reflete traumas históricos e resistências subjetivas. Diante disso, essa temática promoverá um debate sobre a “escrevivência” e o “lugar de fala”, oferecendo ferramentas teóricas para compreender o corpo e o cabelo como manifestos políticos e mananciais de ancestralidade que unem as margens do Atlântico à contemporaneidade brasileira. O minicurso será desenvolvido de forma expositiva e dialogada, com a leitura e análise de trechos selecionados de Esse Cabelo (2015) e poemas da obra Na Pele (2020), utilizando recursos audiovisuais que ilustram a estética negra como ato político. Além disso, serão propostas estratégias de transposição didática que possibilitem a aplicação dessas discussões no contexto escolar, incentivando práticas pedagógicas antirracistas e a valorização das identidades negras em sala de aula.

Ministrantes/Convidados

ES

Ednaldo Saran

AC

Aline Cardoso Mota de Assis

Unemat

MinicursoSociolinguística Educacional e o Professor Pesquisador: teoria, método e prática na escola07:30 às 11:30EHAPMinistrantes/ConvidadosElizandra Hoffmann, Angélica Pereira da Silva
Data

1 de setembro de 2026

Horário

07:30 às 11:30

Local

Link da videochamada: meet.google.com/vqb-ktfg-pev

Este minicurso tem como objetivo discutir fundamentos da Sociolinguística Educacional e refletir sobre o papel do professor como pesquisador de sua própria prática docente. A proposta enfatiza as contribuições teóricas de Stella Maris Bortoni-Ricardo, Silvia Rodrigues Vieira e Raquel Meister Ko. Freitag para o ensino de Língua Portuguesa e para a compreensão das relações linguísticas que se estabelecem no cotidiano escolar. Inicialmente, será apresentada uma breve introdução à Sociolinguística Variacionista, a partir dos estudos de William Labov, que permitem compreender que diferentes formas de uso da língua não constituem erros aleatórios, mas refletem padrões estruturados de funcionamento linguístico. Ao abordar a Sociolinguística Educacional, discutiremos as contribuições de Bortoni-Ricardo para evidenciar a escola como espaço de encontro entre diferentes variedades linguísticas e para a construção de uma pedagogia culturalmente sensível. Nesse contexto, serão discutidos conceitos como variação linguística, norma, adequação linguística e preconceito linguístico, relacionando-os às práticas de ensino de Língua Portuguesa. Também serão apresentadas as contribuições de Vieira para o ensino de gramática sob uma perspectiva variacionista, enfatizando a importância de articular descrição linguística, reflexão sobre norma e análise dos usos sociais da língua no processo de ensino. Por fim, serão discutidos princípios metodológicos da pesquisa sociolinguística, com base nos trabalhos de Raquel Meister Ko. Freitag, destacando procedimentos de coleta e organização de dados linguísticos. O desenvolvimento do minicurso envolverá apresentação teórica, discussão de pesquisas da área e atividades de reflexão sobre possibilidades de investigação das práticas linguísticas no contexto escolar, com ênfase na formação do professor pesquisador. Espera-se, assim, incentivar os participantes a reconhecer a sala de aula como espaço de investigação, estimulando a pesquisa sobre a própria prática docente e as relações linguísticas presentes no ensino de Língua Portuguesa.

Ministrantes/Convidados

EH

Elizandra Hoffmann

AP

Angélica Pereira da Silva

Palestra"As Políticas de Línguas em Mato Grosso"13:30 às 14:30
Data

1 de setembro de 2026

Horário

13:30 às 14:30

Local

Miniauditório do CEI - Sala L-34 - Unidade Imperial - Campus de Sinop

Mais informações desta atividade ainda não foram informadas.

Mesa-redondaDiversidade, Multilinguismo e Contato: Perspectivas linguísticas, socioculturais e didáticas15:00 às 17:00Foto de Manoel Mourivaldo Santiago AlmeidaFoto de Marcelo Jacó KrugCHMinistrantes/ConvidadosManoel Mourivaldo Santiago Almeida, Marcelo Jacó Krug +2
Data

1 de setembro de 2026

Horário

15:00 às 17:00

Local

Miniauditório do CEI - Sala L-34 - Unidade Imperial - Campus de Sinop

Ministrantes/Convidados

Foto de Manoel Mourivaldo Santiago Almeida

Manoel Mourivaldo Santiago Almeida

Vice-chefe do Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas

Foto de Marcelo Jacó Krug

Marcelo Jacó Krug

UFFS

CH

Cristiane Horst

LI

Leandra Ines Seganfredo Santos

Professor/UNEMAT/PROFLETRAS

OutroProgramação Cultural19:00 às 20:00
Data

1 de setembro de 2026

Horário

19:00 às 20:00

Local

Auditório da UNEMAT, Campus de Sinop - Unidade Imperial

Mais informações desta atividade ainda não foram informadas.

OutroSolenidade de Abertura - Mesa de Autoridades Institucionais20:00 às 21:00
Data

1 de setembro de 2026

Horário

20:00 às 21:00

Local

Auditório da UNEMAT, Campus de Sinop - Unidade Imperial

Mais informações desta atividade ainda não foram informadas.

OutroLançamento de Livros21:00 às 23:00
Data

1 de setembro de 2026

Horário

21:00 às 23:00

Mais informações desta atividade ainda não foram informadas.

Conferência de AberturaO Processo de Educação Indígena: um diálogo de resgate e valorização dos saberes ancestrais21:00 às 22:00Foto de Wellington Pedrosa QuintinoFoto de Francisco Edviges AlbuquerqueMinistrantes/ConvidadosWellington Pedrosa Quintino, Francisco Edviges Albuquerque
Data

1 de setembro de 2026

Horário

21:00 às 22:00

Local

Auditório da UNEMAT, Campus de Sinop - Unidade Imperial

Ministrantes/Convidados

Foto de Wellington Pedrosa Quintino

Wellington Pedrosa Quintino

Professor/Unemat

Foto de Francisco Edviges Albuquerque

Francisco Edviges Albuquerque

professor Titular da Universidade Federal do Norte do Tocantins. Foi professor do Curso de Formação de Professores em Magistério Indígena do Tocantins, no período de 2000 a 2013, ministrando as disciplinas de Português, Língua Apinayé e Língua Krahô.

OutroLançamento de Livros22:00 às 23:00
Data

1 de setembro de 2026

Horário

22:00 às 23:00

Local

Auditório da UNEMAT, Campus de Sinop - Unidade Imperial

Mais informações desta atividade ainda não foram informadas.

Ministrantes/Convidados

Inscrições

As inscrições para este evento estão encerradas.

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